31 de julho de 2025

Anielle Franco quer concorrer vaga de deputada, mas espera decisão de Lula

Ministra no governo Lula, Anielle Franco disse “estar à disposição do presidente para qualquer missão”

Por Redação
Publicado em
Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De olho nas eleições de 2026, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), disse, nesta quinta-feira (29), que tem interesse em disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas que a decisão ainda depende de uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a ministra, não houve até o momento uma definição formal sobre a candidatura, e qualquer movimento eleitoral será feito em alinhamento com o partido e com o chefe do Executivo.

“Qualquer que seja a missão que ele me daria, eu estaria pronta para ir. Qualquer que fosse. O meu interesse é para que a gente possa disputar, de fato, uma vaga para a deputada federal”, declarou Anielle em entrevista ao Poder360. 

Durante a entrevista, a ministra também ressaltou a existência de pautas que considera inegociáveis no debate político, especialmente aquelas relacionadas à atuação do Ministério da Igualdade Racial. Segundo Anielle Franco, independentemente do espaço político ou do palanque em que estiver, não abrirá mão de se posicionar diante de propostas ou discursos que contrariem esses princípios. 

Entre as prioridades citadas pela ministra estão o fortalecimento do programa Juventude Negra Viva;  a defesa de pessoas faveladas, periféricas e quilombolas; a preservação do legado de Marielle Franco; e a manutenção das políticas de cotas raciais nas universidades e no serviço público. Segundo ela, esses temas representam compromissos centrais de sua trajetória política e não estão sujeitos a negociação no cenário eleitoral.

A ministra destacou a importância de manter o legado do Ministério da Igualdade Racial, que foi recriado no atual governo após ter sido rebaixado à condição de secretaria na gestão anterior. Ela afirmou que preservar esse trabalho está entre suas prioridades, mas disse que ainda não há um nome definido para sucedê-la na pasta, caso decida disputar a eleição e deixar o cargo.