Governo Federal debate combate ao antissemitismo com foco central na educação
Reunião no Planalto reuniu comunidade judaica, pesquisadores e ministros para traçar estratégias contra crimes de ódio
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O governo federal realizou, nesta quarta-feira (28), uma reunião no Palácio do Planalto para discutir estratégias de combate ao antissemitismo no Brasil, com ênfase na educação como instrumento principal de prevenção. O encontro reuniu representantes do Executivo, da comunidade judaica, pesquisadores e movimentos sociais.
O presidente em exercício, ministro Geraldo Alckmin, afirmou que o objetivo é avançar na promoção de valores essenciais à civilização. A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) ressaltou que o combate ao antissemitismo integra o compromisso do governo de enfrentar todas as formas de preconceito, lembrando que a política externa brasileira defende a paz e a solução de dois Estados (Israel e Palestina). A ministra Macaé Evaristo (Direitos Humanos) alertou para os riscos que a intolerância representa para a democracia.
Os participantes foram unânimes em apontar a educação como ferramenta mais eficaz e transformadora. A historiadora Lilia Schwarcz, participando de forma remota, criticou o tratamento pontual do tema nas escolas (geralmente restrito ao Holocausto) e defendeu a criação de políticas públicas educacionais articuladas com o MEC, baseadas na empatia e no reconhecimento da diversidade.
O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, classificou a iniciativa como essencial em um momento de crescimento global do antissemitismo. O Brasil possui um arcabouço legal robusto contra a discriminação, incluindo a Constituição Federal, a Lei de Racismo (7.716/1989) e tratados internacionais.
O encontro teve caráter propositivo, visando a construção de ações articuladas entre Estado e sociedade civil para enfrentar o antissemitismo como um desafio à democracia brasileira.