31 de julho de 2025
PARAÍBA

Ex-esposa de João Lima agradece apoio após prisão do cantor por agressão: "não estou sozinha"

Raphaella Brilhante relatou "dores imensas" nas redes sociais, mas disse que solidariedade tem sido fundamental

Por Redação
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Médica afirmou que atravessa um período de intensa dor física e emocional, mas destacou a importância do apoio recebido - Foto: Reprodução/Redes sociais

médica Raphaella Brilhante, ex-esposa do cantor João Lima, agradeceu publicamente o apoio recebido após denunciar o artista por violência doméstica e sua consequente prisão. Em publicações nas redes sociais, ela afirmou que atravessa um período de "dores imensas" no corpo e na alma, mas que as mensagens de solidariedade têm sido "como uma mão segurando a minha" e a ajudam a se manter de pé.

João Lima foi preso preventivamente na segunda-feira (26) após a divulgação de vídeos que o mostram agredindo Raphaella. Ele foi ouvido na Delegacia da Mulher (Deam) de João Pessoa e, após audiência de custódia, encaminhado ao Presídio do Róger. A Justiça também concedeu medida protetiva de urgência à vítima.

"Saber que a minha história tem servido de força, de coragem e de alerta para outras mulheres me conforta profundamente. Dá sentido a uma dor que jamais deveria existir", escreveu Raphaella, que relatou um "ciclo de violência" durante o casamento, que durou cerca de dois anos. Ela reforçou a importância de redes de apoio e de reconhecer limites antes que a situação se agrave.

Confira o agradecimento na íntegra:

“Antes de qualquer coisa, eu agradeço a Deus. Agradeço a Deus por ter ouvido o meu pedido de socorro naquele momento. Por ter me permitido estar viva. Por ter me sustentado quando eu achei que não conseguiria sobreviver.

As dores são imensas. A dor é imensa. Eu não estou bem. Tudo ainda dói, no corpo, na alma, na memória. Mas, mesmo em meio a tudo isso, eu tenho sentido algo que me levanta todos os dias: o apoio de vocês. Cada mensagem, cada palavra de carinho, cada gesto de empatia tem sido como uma mão segurando a minha quando eu achei que cairia.

E, aos poucos, eu tenho percebido algo muito forte: quando eu me levanto, eu não estou me levantando sozinha. Eu estou me levantando com uma multidão comigo.

Saber que a minha história tem servido de força, de coragem e de alerta para outras mulheres me conforta profundamente. Dá sentido a uma dor que jamais deveria existir.

Se tudo isso que eu vivi puder salvar outras vidas, despertar consciências ou fazer alguém reconhecer um limite antes que seja tarde, então essa dor não é em vão.

Eu me permito ser instrumento de cura, enquanto, com a ajuda de Deus e de cada um de vocês, o meu próprio corpo e o meu coração também vão sendo curados.

Obrigada por essa corrente do bem. Obrigada por me lembrarem, todos os dias, que eu sobrevivi e que não estou sozinha”.

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