GDF amplia política de assistência social
Com base na Portaria nº 266/2018, o governo oferece passagens interestaduais a pessoas em situação de vulnerabilidade que desejam, de forma voluntária, retomar vínculos familiares ou retornar à cidade de origem.
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Uma política pública do Governo do Distrito Federal tem ganhado destaque por unir assistência social e reconstrução de vínculos familiares. Amparada pela Portaria nº 266/2018, a iniciativa oferece passagens interestaduais a pessoas em situação de vulnerabilidade social que desejam, de forma voluntária, retornar à sua cidade de origem ou reencontrar familiares.
A concessão do benefício é realizada após escuta qualificada e avaliação técnica por equipes da assistência social, garantindo que cada atendimento seja feito de forma individualizada. O processo respeita a autonomia da pessoa atendida e considera o contexto social, afetivo e comunitário de cada trajetória.
Mais do que viabilizar um deslocamento físico, a política reconhece o reencontro familiar como um fator essencial para a reinserção social. Em muitos casos, o retorno representa a possibilidade de reconstruir relações rompidas por conflitos, ausência de rede de apoio ou situações prolongadas de exclusão social.
A ação não possui caráter compulsório. Conforme estabelece a Portaria nº 266/2018, o fornecimento das passagens ocorre apenas quando há manifestação expressa de vontade da pessoa assistida e quando o retorno é avaliado como um fator positivo para o fortalecimento de vínculos familiares ou comunitários no destino.
A iniciativa integra a política distrital de proteção social e se articula com outros serviços voltados à população em situação de vulnerabilidade, como acolhimento institucional, segurança alimentar e atendimento emergencial. O conjunto dessas ações busca ir além da resposta imediata, promovendo dignidade, autonomia e novas possibilidades de recomeço.
Ao garantir que o retorno seja uma escolha consciente e acompanhada pelo poder público, o programa reafirma o papel das políticas sociais na construção de trajetórias mais seguras, humanas e conectadas ao direito de pertencer.