31 de julho de 2025
irregularidades

Venda de ingressos para show de Harry Styles é alvo de ação de deputados no Procon-SP

Erika Hilton (Psol) aciona Senacon e Procon-SP; parlamentares questionam esgotamento rápido e atuação de cambistas

Por Redação
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Harry Styles - Foto: Reprodução/ Rolling Stones

A venda de ingressos para os shows do cantor britânico Harry Styles, marcados para julho em São Paulo, gerou uma onda de reclamações de fãs e uma reação política. Diante das dificuldades relatadas, os deputados estaduais Erika Hilton e Guilherme Cortez, ambos do Psol, questionaram publicamente possíveis irregularidades na comercialização e anunciaram medidas de fiscalização.

A deputada Erika Hilton anunciou que acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Fundação Procon-SP para apurar o que chamou de "esgotamento irregular" dos ingressos. Em suas redes sociais, ela levantou suspeitas sobre uma atuação organizada de cambistas. "Como as primeiras pessoas das filas, tanto a geral quanto a PCD, não conseguiram comprar ingressos, mas os cambistas já tinham ingressos em mãos?", questionou. Ela também citou que a Ticketmaster, empresa responsável pela venda, já é alvo de processos nos Estados Unidos por supostas práticas comerciais lesivas, prometendo incluir essa informação nas denúncias.

Já o deputado Guilherme Cortez reforçou o pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O objetivo da CPI seria investigar possíveis ações ilegais de produtoras de eventos e garantir os direitos dos consumidores. “Há uma indústria lucrando às custas da extorsão dos sonhos dos fãs”, afirmou o parlamentar.

As ações dos deputados ecoam as reclamações de diversos fãs nas redes sociais. Perfis dedicados ao artista relataram falhas no processo, como estar na primeira posição de uma fila presencial e, mesmo assim, não conseguir completar a compra porque os ingressos constavam como esgotados. Um relato citou situação semelhante ocorrida durante a venda para o show de Bad Bunny no ano passado.

Procurada pela CNN Brasil, a Ticketmaster se posicionou por meio de nota. A empresa afirmou que não apoia a revenda ilegal de ingressos, não realiza vendas antecipadas para cambistas e não mantém parcerias que privilegiem revendedores em detrimento dos fãs. A companhia classificou qualquer alegação em sentido contrário como incorreta.