UPAs de Maceió registram mais de mil atendimentos por surto de gastroenterite em janeiro
Doença infecciosa atinge principalmente crianças menores de 5 anos; hidratação é o pilar do tratamento, segundo infectologistas
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As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Maceió registraram 1.062 atendimentos por gastroenterite infecciosa entre 1º e 20 de janeiro de 2026, segundo dados do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC). A doença, que causa diarreia, vômitos, dor abdominal e febre, tem afetado especialmente crianças menores de cinco anos e idosos, grupos mais vulneráveis a complicações como a desidratação.
A UPA Benedito Bentes foi a que mais recebeu casos, com 547 registros, seguida pela UPA Trapiche da Barra (379) e pela UPA Santa Lúcia (136). De acordo com o infectologista Dr. Leandro Teitelroit, da UPA Benedito Bentes, o aumento está relacionado às altas temperaturas do período, que favorecem a proliferação de vírus, bactérias e parasitas em alimentos e água mal conservados. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral e por higiene inadequada das mãos.
“A maior parte dos atendimentos envolve crianças, principalmente menores de 5 anos. Idosos também são um grupo importante, pois têm maior risco de desidratação”, explicou o médico. Adultos geralmente apresentam quadros mais leves.
Tratamento baseado em hidratação
O tratamento da gastroenterite é essencialmente de suporte, com hidratação oral ou venosa como medida central para repor líquidos e eletrólitos. “Podem ser usados antitérmicos, analgésicos e antieméticos. Antibióticos só são indicados em situações específicas, após avaliação médica”, complementou Teitelroit.
Como se prevenir
As principais medidas de prevenção incluem:
- Lavar bem as mãos com água e sabão
- Consumir água filtrada ou fervida
- Higienizar frutas, verduras e legumes adequadamente
- Evitar alimentos de procedência desconhecida ou mal conservados
- Manter o saneamento básico em dia
- Garantir a vacinação infantil contra o rotavírus
A população é orientada a procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas persistentes, principalmente se houver sinais de desidratação, como boca seca, redução da urina e prostração.