Acampamento bolsonarista ilegal na Papudinha é desmontado após decisão do STF
DF Legal retirou estruturas irregulares próximas ao 19º BPM; Moraes proibiu permanência de apoiadores de Bolsonaro no local
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O DF Legal desmontou os acampamentos bolsonaristas considerados irregulares que estavam montados nas proximidades do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha. A ação ocorreu na última quarta-feira (21) e foi confirmada nesta sexta-feira (23), mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de acesso e permanência de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no local.
Segundo o DF Legal, todas as estruturas instaladas de forma irregular em áreas públicas foram removidas exclusivamente pelo órgão, responsável pela fiscalização e desocupação desses espaços. Em nota, a autarquia reforçou que não há mais acampamentos ilegais na região.
“Esclarece-se que a retirada das estruturas irregulares foi realizada exclusivamente pelo DF Legal, órgão competente para a fiscalização e desocupação de áreas públicas. Todos os acampamentos ilegais existentes no local foram removidos”, informou o órgão.
A decisão do STF ocorre no contexto da prisão de Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha após ser condenado a 27 anos e quatro meses de reclusão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Moraes cita atos de 8 de janeiro
Ao justificar a medida, Alexandre de Moraes fez referência direta aos atos golpistas de 8 de janeiro, apontando que a omissão de autoridades públicas à época contribuiu para os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O ministro determinou que, em caso de descumprimento da ordem judicial, as forças de segurança poderão realizar prisões em flagrante, com o objetivo de garantir a ordem pública e impedir manifestações contrárias à decisão.
A determinação atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou a adoção de medidas cautelares, incluindo a remoção imediata dos manifestantes e a proibição de acesso e permanência no local.
Polícia Militar ficará responsável
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ficará encarregada de executar as medidas necessárias para garantir o cumprimento da decisão, o que inclui a dispersão de eventuais aglomerações e a realização de detenções, caso haja resistência.
A região da Papudinha vinha sendo monitorada pelas autoridades diante do risco de novos atos de mobilização política após a prisão do ex-presidente.