31 de julho de 2025
fiscalização

Governo bloqueia mais de 25 mil sites ilegais de apostas no primeiro ano do mercado regulado

Balanço aponta que 25,2 milhões de brasileiros apostaram em plataformas autorizadas em 2025 e que fiscalização fechou contas e derrubou publicidade irregular

Por Redação
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Operação de combate às bets ilegais - Foto: Divulgação

O governo federal bloqueou mais de 25 mil sites irregulares de apostas ao longo do primeiro ano de funcionamento do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil. A informação foi divulgada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, em balanço sobre as ações de fiscalização realizadas em 2025.

Segundo os dados oficiais, 25,2 milhões de brasileiros realizaram apostas em 79 plataformas devidamente autorizadas ao longo do ano, consolidando a regulamentação como um marco para a organização do setor no país.

A operação de combate às bets ilegais foi realizada em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e outros órgãos. Ao todo, foram bloqueados cerca de 25,2 mil sites que operavam fora das regras estabelecidas.

Além disso, a SPA instaurou 132 processos de fiscalização envolvendo 133 empresas de apostas e informou que a atuação seguirá intensificada, com foco no cumprimento das normas e na aplicação de penalidades às empresas irregulares.

Entre as medidas adotadas, o Ministério da Fazenda também reforçou o controle sobre instituições financeiras e de pagamento. Como resultado, 550 contas bancárias ligadas a empresas irregulares foram encerradas, e mais de 1.600 pessoas foram comunicadas por apresentarem indícios de transações destinadas a plataformas não autorizadas.

Outro foco da fiscalização foi a publicidade irregular nas redes sociais. Centenas de processos foram concluídos contra influenciadores digitais, o que levou à remoção de perfis e publicações que promoviam sites de apostas em desacordo com a legislação.

Em nota, o secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena, afirmou que 2025 marcou a “primeira vez em que o Estado esteve plenamente presente nesse mercado”, com ferramentas de monitoramento, acompanhamento de dados econômicos e sociais dos apostadores e mecanismos como a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao usuário bloquear sua conta e deixar de receber publicidade de apostas.