31 de julho de 2025
Investigação

Após mortes suspeitas em UTI no DF, hospital detalha apuração e denúncia à polícia

Unidade afirma que identificou situações atípicas, abriu investigação própria e comunicou o caso à Polícia Civil, além de prestar apoio às famílias

Por Redação
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Após mortes suspeitas em UTI no DF, hospital detalha apuração e denúncia à polícia - Foto: Divulgação

O Hospital Anchieta informou, nesta quarta-feira (21), como conduziu o processo interno de apuração após identificar mortes consideradas suspeitas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os óbitos ocorreram entre novembro e dezembro de 2025 e levaram à abertura de investigação policial.

Em nota, a instituição afirmou que acompanha os desdobramentos do caso e que oferece suporte psicológico profissional às famílias das vítimas. Segundo o hospital, a comunicação com os parentes ocorreu de forma presencial, após autorização da Polícia Civil do DF, com acolhimento e transparência.

De acordo com o posicionamento oficial, a própria unidade identificou indícios fora do padrão e iniciou uma apuração interna, que foi concluída em menos de 20 dias. O hospital afirmou ainda que reuniu documentos, solicitou a abertura de inquérito e colaborou integralmente com as autoridades.

“O hospital permanece atuando com transparência e ética, como desde o início do caso”, destacou a direção.

As investigações fazem parte da Operação Anúbis, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Na primeira fase, em 11 de janeiro, dois técnicos de enfermagem foram presos temporariamente, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão. Uma segunda etapa ocorreu no dia 15, com mais uma prisão e novas apreensões.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram técnicos de enfermagem acessando sistemas internos, retirando medicamentos e aplicando substâncias em pacientes internados na UTI. Segundo a polícia, as ações teriam resultado na morte de ao menos três pessoas.

Os suspeitos presos são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. As vítimas seriam um servidor da Caesb, um funcionário dos Correios e uma professora aposentada. A motivação dos crimes ainda está sendo apurada.

A Polícia Civil informou que os investigados podem ser indiciados por homicídio doloso qualificado, crime cuja pena pode chegar a até 30 anos de prisão.