31 de julho de 2025
Economia

Alagoas supera 60% da população nas classes A, B e C, revela levantamento da FGV

Participação dessas faixas cresceu quase 12 pontos percentuais entre 2022 e 2024, segundo levantamento

Por Redação
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Centro da cidade de Maceió - Foto: Ascom Iplan

Mais de seis em cada dez moradores de Alagoas passaram a integrar as classes A, B e C nos últimos dois anos, de acordo com um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre 2022 e 2024, a presença dessas faixas de renda no estado saltou de 48,2% para 60,11%, um avanço de 11,91 pontos percentuais.

O levantamento considera como classes A, B e C as famílias com rendimento mensal acima de quatro salários mínimos. O crescimento acompanha uma tendência nacional de aumento da renda e redução da pobreza no período analisado.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números refletem os efeitos de políticas públicas voltadas à população de menor renda. Segundo ele, parte das pessoas que antes dependia de programas sociais conseguiu melhorar a condição econômica por meio do acesso ao trabalho, à educação e ao empreendedorismo.

No cenário nacional, a pesquisa indica que cerca de 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, o que representa um crescimento de 8,44 pontos percentuais no país entre 2022 e 2024.

De acordo com os critérios adotados no estudo, a classe A reúne famílias com renda superior a 20 salários mínimos; a classe B, entre 10 e 20 salários; e a classe C, entre quatro e 10 salários mínimos.

A FGV aponta ainda que o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela articulação entre programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de políticas de acesso à educação e ao crédito.