Uso de caneta emagrecedora comprada ilegalmente no Paraguai deixa mulher em estado grave
Produto de origem estrangeira foi utilizado sem prescrição médica; autoridades alertam para riscos e reforçam necessidade de fiscalização
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Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte após apresentar complicações severas associadas ao uso de uma caneta para emagrecimento adquirida de forma irregular. O medicamento, segundo familiares, teria sido comprado no Paraguai e utilizado sem orientação médica.
A paciente, que atua como auxiliar administrativa, deu entrada no hospital inicialmente com fortes dores abdominais. Com o passar dos dias, o quadro clínico se agravou e passou a envolver alterações neurológicas, com prejuízos à fala, aos movimentos e ao funcionamento de órgãos. A suspeita médica é de uma síndrome que afeta diretamente o sistema neuromuscular.
De acordo com relatos da família, exames apontaram para intoxicação medicamentosa. A embalagem do produto chegou a ser levada a um hospital da capital mineira para análise, mas não foi possível identificar sua composição por se tratar de um medicamento sem registro no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que nem todas as canetas emagrecedoras são autorizadas para comercialização no país. Quando o produto não é regulamentado, não há garantias sobre a procedência, a dosagem correta ou mesmo sobre qual substância está sendo aplicada, o que aumenta significativamente os riscos à saúde.
Especialistas reforçam que, quando indicados por profissionais habilitados, medicamentos para tratamento da obesidade podem trazer benefícios. No entanto, o uso indiscriminado e a compra fora de canais autorizados representam perigo. Segundo endocrinologistas, o consumo de produtos sem controle pode resultar em reações graves e imprevisíveis.
A orientação médica é de que esse tipo de medicamento seja adquirido exclusivamente em farmácias regularizadas, mediante prescrição. Clínicas ou vendedores que manipulam ou aplicam substâncias fora dos padrões de segurança não são recomendados.
Em nota, a Anvisa informou que a fiscalização de clínicas é responsabilidade da Vigilância Sanitária municipal. Já a Prefeitura de Belo Horizonte destacou que, ao identificar irregularidades, os agentes podem apreender produtos, aplicar multas e interditar estabelecimentos.
O município também informou que realiza ações de fiscalização para verificar a procedência, o armazenamento e a autenticidade dos medicamentos utilizados, além da habilitação dos locais onde são aplicados. A Vigilância Sanitária reforçou ainda a importância de denúncias por meio dos canais oficiais, como o portal de serviços da prefeitura ou o telefone 156.