31 de julho de 2025
Mundo

Trump confirma convite a Lula para “Conselho da Paz” e diz que brasileiro terá “grande papel”

Convite foi confirmado durante coletiva na Casa Branca; presidente dos EUA afirmou que Lula terá “grande papel” no órgão que pretende atuar em conflitos internacionais

Por Redação
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Donald Trump, presidente dos EUA, durante coletiva na Casa Branca - Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o chamado “Conselho da Paz”, órgão internacional que o republicano pretende criar como alternativa à Organização das Nações Unidas (ONU).

A confirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, após questionamento da repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl. Perguntado sobre a participação de Lula e o papel esperado do brasileiro, especialmente diante da crise entre Estados Unidos e Venezuela, Trump respondeu de forma direta: “Um grande papel. Eu gosto dele”.

Segundo Trump, o Conselho da Paz teria como objetivo atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, podendo futuramente intervir em outros conflitos internacionais. Pela proposta apresentada, os integrantes do órgão teriam mandatos de três anos ou poderiam ocupar cargos vitalícios mediante o pagamento de US$ 1 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 5,37 bilhões.

A coletiva marcou o primeiro aniversário do segundo mandato de Trump à frente da presidência norte-americana. Durante o evento, o presidente voltou a criticar a ONU, ao ser questionado se o novo conselho substituiria a entidade. “A ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente”, afirmou.

Trump também alegou que seu governo teria ajudado a encerrar ou evitar conflitos internacionais ao longo do último ano, afirmação contestada por analistas. O segundo mandato do republicano tem sido marcado por decisões de forte impacto global, como a adoção de tarifas comerciais, ameaças a países parceiros e ações militares.

Grande parte do discurso foi dedicada a críticas à imigração, tema recorrente nas falas do presidente. Trump voltou a atacar imigrantes, citando especificamente cidadãos somalis, além de defender a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), apesar das recentes controvérsias envolvendo a morte de uma cidadã americana durante uma ação da agência em Minnesota.

O presidente também voltou a afirmar que pretende iniciar, “muito em breve”, ações terrestres contra o tráfico de drogas na América Latina, embora não tenha especificado os países que seriam alvos das operações.

Antes da coletiva, a Casa Branca distribuiu um documento de 31 páginas listando 365 medidas que o governo considera como conquistas do primeiro ano do novo mandato de Trump.