PL define em fevereiro estratégia de pré-campanha de Flávio Bolsonaro para 2026
Filho do ex-presidente consolida segundo lugar nas pesquisas; partido e aliados do Centrão avaliam que nome ganhou tração e será o candidato
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A direção nacional do Partido Liberal (PL) deve definir até o final de fevereiro os detalhes e as estratégias da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência da República em 2026. A informação foi confirmada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, ao portal Metrópoles. Valdemar indicou que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro terá liberdade para estruturar as ações que antecedem o período eleitoral oficial.
A decisão ocorre em um momento em que aliados no partido e no chamado “Centrão” avaliam que o nome de Flávio Bolsonaro ganhou tração política e deve se consolidar como o candidato da sigla, em detrimento de outras apostas como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Essa percepção é reforçada por pesquisas eleitorais. Um levantamento Genial/Quaest divulgado em janeiro mostrou o senador como segundo colocado em seis dos sete cenários testados para um eventual primeiro turno, à frente de Tarcísio em um deles.
Para ampliar seu desempenho, aliados da família Bolsonaro defendem que o senador estruture rapidamente sua equipe de campanha. Parlamentares próximos afirmam que Jair Bolsonaro já orientou o filho a trabalhar para expandir sua projeção nacional. No entanto, os detalhes finais da estratégia ainda aguardam um alinhamento pessoal entre Valdemar e Flávio, que teve agendas conflitantes: o presidente do PL retorna a Brasília apenas no fim de janeiro, enquanto o senador viajará em missão oficial a Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos entre 26 de janeiro e 3 de fevereiro.
A pré-campanha é o período que antecede o início oficial da propaganda eleitoral, marcado para 16 de agosto de 2026. Nesta fase, as regras impedem o pedido explícito de votos, mas permitem a participação em eventos, viagens e o impulsionamento de conteúdos em redes sociais com recursos partidários ou próprios.