31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Racha no bolsonarismo se aprofunda em ano eleitoral com trocas de ofensas entre aliados

Michelle Bolsonaro, Allan dos Santos, Malafaia e Damares protagonizam embates públicos; crise se intensifica após transferência de Bolsonaro para a Papuda

Por Redação
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O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso na Papudinha. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O campo bolsonarista inicia 2026 dividido e em clima de guerra interna, com trocas públicas de acusações entre algumas de suas principais figuras. Enquanto Jair Bolsonaro cumpre pena na Papuda, nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o blogueiro Allan dos Santos, o pastor Silas Malafaia e a senadora Damares Alves protagonizam embates que escancaram as disputas pelo espólio político da direita.

Os principais focos de tensão:

  1. Malafaia x Damares: O pastor chamou a senadora de "leviana linguaruda" após ela insinuar que "grandes igrejas" estariam envolvidas em fraudes no INSS. Damares respondeu divulgando uma lista de pastores citados nos autos, incluindo André Valadão.
  2. Michelle x Allan dos Santos: O blogueiro criticou Michelle por curtir um post da esposa do governador Tarcísio de Freitas que pedia um "novo CEO para o Brasil", sugerindo apoio a Tarcísio. Michelle rebateu chamando-o de "Allan dos demônios" e afirmou que ele não conhece a intimidade do casal.
  3. Michelle x enteados: A ex-primeira-dama já havia sido criticada por Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro após se opor à aliança do PL-CE com Ciro Gomes. A tensão aumentou após a reunião de Michelle com Alexandre de Moraes, vista por parte da família como uma tentativa de negociar isoladamente a prisão domiciliar do ex-presidente.
  4. Tarcísio sob pressão: O governador de São Paulo, antes cotado como presidenciável, agora é cobrado para apoiar publicamente Flávio Bolsonaro. Sua hesitação gera desconfiança na ala mais radical.

As brigas se intensificaram conforme a situação jurídica de Bolsonaro se agravou – da tornozeleira eletrônica à prisão na PF e, agora, na Papuda. A liderança do movimento e a definição de uma estratégia eleitoral para 2026 estão no centro das disputas.

Enquanto Flávio Bolsonaro é oficialmente o candidato do clã à Presidência, figuras como Tarcísio e até mesmo Michelle são vistas com suspeita por setores que pregam lealdade absoluta ao ex-presidente. O segundo turno em Portugal, onde a extrema-direita avança, serve como pano de fundo para um debate sobre o futuro da direita brasileira – mais radical ou mais pragmática.

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