31 de julho de 2025
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Delcy Rodriguez propõe reforma na lei do petróleo e EUA articulam "2ª fase" com anistia e investimentos na Venezuela

As medidas fazem parte do que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, chamou de "segunda fase" do plano dos EUA para a Venezuela

Por Redação
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Delcy Rodriguez há quase duas semanas como presidente em exercício na Venezuela - Foto: Reprodução

Com a presidente em exercício Delcy Rodríguez no poder há quase duas semanas e os Estados Unidos controlando toda a cadeia petrolífera venezuelana, o país inicia uma guinada estratégica focada em dois pilares: a libertação de presos políticos e a atração de investimentos estrangeiros. As medidas fazem parte do que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, chamou de "segunda fase" do plano dos EUA para a Venezuela pós-captura de Nicolás Maduro, fase batizada de "recuperação".

Nesta quinta-feira (15), Delcy anunciou que enviará à Assembleia Nacional um projeto de reforma da Lei de Hidrocarbonetos, com o objetivo de institucionalizar mecanismos emergenciais da Lei Antibloqueio, de 2020. A mudança visa flexibilizar a participação do Estado em contratos com petrolíferas privadas, garantindo segurança jurídica aos investidores — uma demanda antiga de empresas pressionadas pelo governo Trump, que só investiriam no país com proteção contra nacionalizações.

Enquanto Delcy articulava a reforma em Caracas, a principal líder opositora, María Corina Machado, reunia-se com o presidente Donald Trump em Washington — seu primeiro encontro desde a captura de Maduro. Como gesto simbólico, ela presenteou Trump com a medalha do Prêmio Nobel da Paz que recebeu em 2025. "Podem ter certeza de que o presidente Trump está comprometido com a liberdade de todos os presos políticos na Venezuela", afirmou Machado após o encontro, reforçando que mais de 90% dos venezuelanos "querem viver em liberdade".

O plano americano, conforme delineado por Rubio, divide-se em três etapas: a primeira, de "estabilização", buscou evitar o caos após a queda de Maduro; a segunda, em curso, é a de "recuperação", focada em anistia e abertura econômica; e a terceira, de "transição", seria quando os venezuelanos decidiriam seu futuro em eleições presidenciais.

Na quarta-feira (14), Delcy já havia adiantado a libertação de até 406 presos até o fim do dia, em um movimento de reconciliação. A organização Foro Penal contabilizava 806 presos políticos no país em 5 de janeiro. "A mensagem é muito clara: uma Venezuela que se abre para um novo momento político", declarou Delcy, enfatizando o respeito aos direitos humanos.