Briga generalizada em condomínio de luxo envolve jogadores do Fortaleza e vizinhos
Argentinos Herrera, Mancuso e Pochettino são acusados de agressão; versões divergem sobre causa, que teria partido de reclamação por som alto e xingamentos xenofóbicos
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Uma briga generalizada envolvendo três jogadores argentinos do Fortaleza Esporte Clube, vizinhos e até um cão de estimação foi registrada por câmeras de segurança em um condomínio de luxo em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, no dia 1º de janeiro. As versões sobre o início do conflito são conflitantes, mas o desfecho incluiu agressões físicas e um ferimento grave.
O que desencadeou a confusão?
Segundo um morador, a briga começou devido a reclamações sobre o som alto de uma festa na casa do lateral-direito Eros Mancuso. Já Mancuso alega que o desentendimento começou ainda na virada do ano, quando o vizinho teria feito xingamentos xenofóbicos contra os argentinos e provocações sobre o rebaixamento do Fortaleza à Série B em 2026. A situação teria escalado para agressões físicas na manhã do dia 1º.
Ferimentos graves e versões opostas
Um dos vizinhos alega ter sido mordido no nariz pelo atacante José María Herrera, sofrendo um ferimento que exigiu cirurgia e oferece risco de infecção e deformidade. Em resposta, Eros Mancuso negou as agressões em suas redes sociais, afirmando que o vizinho invadiu sua casa com ameaças, e que ele e os convidados apenas tentaram retirar o invasor do local.
Investigação em andamento e posicionamento do clube
A Polícia Civil do Ceará investiga o caso como lesão corporal dolosa na Delegacia de Eusébio. O Fortaleza Esporte Clube emitiu nota nesta quarta-feira (14) informando que “segue acompanhando e prestando apoio aos atletas”, sem se aprofundar nos detalhes do incidente. Os jogadores envolvidos são considerados peças importantes do elenco, e o caso ocorre em um momento delicado para o clube, que inicia a preparação para a temporada 2026 na Série B.