Carros voadores vão operar no Brasil: veja onde ficam os aeroportos urbanos e como será o embarque
Projeto envolve testes a partir deste ano e tem ligação direta com a Embraer, que atua no desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil.
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Rio de Janeiro e São Paulo vão sediar os primeiros aeroportos urbanos do país voltados para carros voadores — tecnologia que promete revolucionar a mobilidade nas grandes cidades. Os chamados vertiportos, bases para pouso e decolagem vertical de veículos elétricos, serão implantados no Campo de Marte, na capital paulista, e em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.
Os projetos são resultado de uma parceria entre a Pax Aeroportos, concessionária dos dois terminais, e a UrbanV, operadora internacional especializada em redes de vertiportos. A proposta é transformar as bases em pontos estratégicos para a operação de táxis aéreos, conectando áreas de alto fluxo urbano e aeroportos tradicionais.
Em São Paulo, o vertiporto do Campo de Marte deve funcionar como um hub para regiões como Faria Lima, Alphaville, Campinas e Baixada Santista, além de facilitar o acesso aos aeroportos de Guarulhos e Congonhas. No Rio, a base em Jacarepaguá será estratégica para atender a zona oeste, com conexões rápidas para Niterói e outros terminais aéreos.
Apesar do anúncio, ainda não há data definida para o início das operações. A Pax trabalha em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na criação da regulamentação da chamada mobilidade aérea avançada. Questões como infraestrutura, tipo de pista, embarque de passageiros e definição de rotas ainda estão em fase de estudo.
Os vertiportos serão usados por eVTOLs, veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, popularmente conhecidos como carros voadores. Menos poluentes e mais rápidos, eles são apontados como uma alternativa para reduzir congestionamentos nas grandes cidades.
Além das capitais, São José dos Campos, no interior paulista, também desenvolve um vertiporto experimental, com previsão de funcionamento em 2027. O projeto envolve testes a partir deste ano e tem ligação direta com a Embraer, que atua no desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil.