31 de julho de 2025
assédio

Brasileira denuncia que homem espionou no banheiro de metrô no Canadá e ninguém a ajudou

Pernambucana Priscilla Costa, 36, foi vítima de assédio em estação de Toronto; polícia investiga o caso e câmeras de segurança já foram localizadas

Por Redação
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Pernambucana Priscilla Costa, 36, foi vítima de assédio em estação de Toronto; polícia investiga o caso e câmeras de segurança já foram localizadas - Foto: Reprodução

Uma brasileira de 36 anos denunciou que um homem invadiu o banheiro feminino de uma estação de metrô em Toronto, no Canadá, e a espionou por cima da divisória das cabines enquanto ela urinava. A pernambucana Priscilla Costa, que mora no país desde janeiro de 2019, relatou que o caso ocorreu na Kipling Station na manhã da sexta-feira (9) e está sendo investigado pela polícia local como assédio sexual.

"Quando eu estava me vestindo e dei descarga, eu senti uma presença. E aí, quando eu olhei para cima assim, eu chega me espantei. [...] Ele viu tudo, porque, assim, eu não sei quanto tempo ele estava ali. Porque eu estava escutando música [no fone do ouvido], então não ouvi barulho", contou Priscilla em entrevista ao g1.

A brasileira afirmou que o homem subiu no vaso sanitário da cabine ao lado para conseguir olhar por cima da divisória. Ao percebê-lo, ela gritou e tentou sair, mas o indivíduo tentou empurrá-la de volta. "Eu reagi e o empurrei enquanto gritava, mas ele ficou em silêncio o tempo todo", relatou.

Com uso de força, Priscilla conseguiu tirá-lo do banheiro e pediu ajuda a outros passageiros na estação. "Eu comecei a gritar dizendo: 'Esse cara estava me espionando no banheiro, me ajuda'. [...] Do jeito que eles estavam, eles ficaram, olhando como se fosse um espetáculo ali. E ninguém veio para segurar o cara, para me acalmar", declarou.

Ela também pediu auxílio a um funcionário da estação, que não se mobilizou, momento em que o suspeito fugiu. "Os homens deixaram ele ir, e aí eu me senti nessa hora sem voz, vulnerável, impotente, insegura", desabafou.

Apesar do trauma, Priscilla seguiu para o trabalho e só conseguiu registrar a ocorrência no sábado (10), em uma delegacia da região. Ela também acionou a ouvidoria da Toronto Transit Commission (TTC), rede de transporte público local. A agência localizou as gravações das câmeras de segurança do período do assédio e encaminhou o material à polícia.

Priscilla precisa passar pela Kipling Station — localizada a cerca de uma hora de sua casa — pelo menos duas vezes por semana por causa do trabalho e teme reencontrar o agressor. "Eu estou com medo. Vou começar a checar qual vagão eu entro, porque, se for um vagão muito vazio, já não entro", afirmou.

Desde o episódio, ela evita usar fones de ouvido e relatou dificuldades para dormir. "Eu acordei assustada porque veio o rosto dele na minha cabeça, não consegui pegar no sono. [...] E, antes disso acontecer comigo, eu achava que eu estava num país seguro", concluiu a brasileira.