Entenda o que é o Linforma de Hodgkin, doença que afetou Isabel Veloso
Doença do sistema linfático tem altas taxas de cura com tratamento adequado; conheça sintomas, fatores de risco e formas de diagnóstico
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O linfoma de Hodgkin voltou a ganhar atenção após o caso da influenciadora Isabel Veloso, que faleceu aos 19 anos após enfrentar a doença diagnosticada em 2021. Trata-se de um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, conjunto de órgãos e tecidos responsáveis pela produção das células de defesa do organismo.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), essa doença geralmente surge quando um linfócito, célula de defesa do corpo, se transforma em uma célula maligna, capaz de se multiplicar descontroladamente e se espalhar para tecidos próximos. Uma característica marcante é sua capacidade de se espalhar de um grupo de linfonodos para outro por meio dos vasos linfáticos.
Fatores de risco
Embora possa afetar qualquer pessoa, alguns grupos apresentam maior propensão:
- Homens têm incidência ligeiramente maior que mulheres
- Pessoas com sistema imunológico comprometido, como portadores do vírus HIV ou em uso de drogas imunossupressoras
- Indivíduos com histórico familiar próximo da doença
- Profissionais expostos a agrotóxicos e solventes, como agricultores e trabalhadores da indústria madeireira
Sinais e sintomas
Os sintomas variam conforme a região afetada:
- Linfonodos superficiais (pescoço, axilas, virilha): surgimento de ínguas indolores
- Região torácica: tosse, falta de ar e dor no peito
- Abdômen ou pelve: desconforto e distensão abdominal
- Sintomas sistêmicos: febre, cansaço persistente, suor noturno, perda de peso inexplicável e coceira generalizada
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é confirmado através de biópsia da região afetada. A boa notícia é que, atualmente, a maioria dos pacientes pode ser curada com tratamento adequado. O protocolo padrão envolve poliquimioterapia — uso combinado de múltiplas drogas quimioterápicas —, cuja intensidade e duração dependem do estágio da doença.
A doença costuma se originar com maior frequência nas regiões do pescoço e do tórax. Especialistas reforçam que a investigação precoce de sintomas persistentes é fundamental para aumentar as chances de cura, que são significativas quando o tratamento é iniciado nos estágios iniciais da doença.