Número de mortos em protestos no Irã sobe para 544, dizem ativistas
Mais de 10.600 pessoas foram detidas em onda de manifestações que já dura duas semanas; país está praticamente isolado do mundo após corte de internet
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O número de mortos nos protestos que agitam o Irã há duas semanas subiu para pelo menos 544 pessoas, segundo a organização de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos. De acordo com a atualização divulgada pela entidade, entre as vítimas estão oito crianças. Mais de 10.681 manifestantes foram detidos e transferidos para prisões em meio à maior onda de agitação antigovernamental no país em anos.
Os protestos começaram como manifestações contra a inflação desenfreada nos bazares de Teerã, mas rapidamente se espalharam por mais de 100 cidades, transformando-se em um movimento mais amplo de desafio ao regime. As autoridades iranianas cortaram o acesso à internet e linhas telefônicas na quinta-feira (8), deixando o país praticamente isolado do mundo exterior e dificultando a verificação independente dos números.
O líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de incitar os protestos e alertou que a "República Islâmica não vai recuar". Já o presidente americano, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã caso as forças de segurança comecem a matar manifestantes. A situação permanece tensa, com relatos de confrontos e uma repressão cada vez mais severa por parte do governo.