Homem que mutilou cavalo em Bananal é preso em operação contra o tráfico
Suspeito foi detido durante ação da Polícia Civil que cumpriu mandados e apreendeu drogas no interior de São Paulo
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O homem acusado de mutilar as patas de um cavalo vivo em Bananal, no interior de São Paulo, foi preso neste sábado (10) durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas e suspeita de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.
De acordo com a Polícia Militar, oito pessoas foram detidas na ação — sete como alvos da operação e uma por porte de drogas. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Em uma das residências, os agentes encontraram 30 pinos de cocaína e outros 50 vazios.
O suspeito é Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, que ganhou notoriedade nacional após a divulgação de um vídeo em que aparece mutilando um cavalo ainda vivo, em agosto de 2025. A polícia não informou se ele era um dos alvos principais da operação ou se foi preso em flagrante por posse de drogas. A defesa do jovem não foi localizada.
O crime ocorreu durante uma cavalgada na zona rural de Bananal. Segundo as investigações, Andrey e um amigo percorreram cerca de 15 quilômetros até a região conhecida como Serra do Guaraná Quente, quando o animal, aparentemente exausto, caiu no chão. O suspeito alegou que estava alcoolizado e acreditou que o cavalo estivesse morto.
Mesmo assim, ele afirmou ao companheiro que “quem tivesse coração não deveria olhar” e, com um facão, decepou as patas do animal. Em seguida, ainda desferiu outros golpes, enquanto o amigo filmava a cena. O vídeo foi publicado nas redes sociais, viralizou e provocou grande comoção em todo o país. Artistas como a cantora Ana Castela e a atriz Paolla Oliveira se manifestaram pedindo punição ao responsável.
Posteriormente, a Polícia Civil confirmou que o cavalo ainda estava vivo no momento da mutilação. A conclusão foi divulgada pelo delegado Rubens Luiz Fonseca Melo e pela veterinária Luana Gesualdi, que acompanharam o caso. O inquérito já foi encaminhado ao Judiciário e ao Ministério Público.