31 de julho de 2025
Cyber Crime

Polícia Civil desmonta quatro fazendas de mineração ilegal de criptomoedas em Porto Real do Colégio

Segundo a Polícia Civil, estrutura consumia cerca de 200 mil kWh por mês em energia furtada — prejuízo estimado em R$ 155 mil mensais e mais de R$ 750 mil em cinco meses de operação clandestina

Por Raphael Medeiros
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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desarticulou, na útlima sexta-feira (9), quatro fazendas de mineração ilegal de criptomoedas instaladas na zona rural de Porto Real do Colégio. A ação foi coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com apoio tático-operacional da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Durante a operação, agentes localizaram e apreenderam diversos equipamentos tecnológicos de alta performance usados para a atividade de “mineração de criptomoedas”, baseada na resolução e validação de equações matemáticas complexas que geram os cripto ativos que possuem alto valor comercial.

As investigações apontaram que as estruturas funcionavam a partir de furto de energia elétrica em larga escala, por meio de ligações clandestinas conectadas diretamente à rede de distribuição, além de bombeamento irregular de água do Rio São Francisco para manter o resfriamento e o funcionamento contínuo das máquinas.

Segundo o delegado Thales Araújo, diretor da Dinpol, a irregularidade estava justamente na forma de operação das fazendas. Ele destacou que a prática de mineração não é proibida, mas as condições encontradas eram criminosas.

“A atividade de mineração de criptomoedas, por si só, não é ilegal, porém as condições em que as fazendas foram instaladas e operadas eram ilícitas. As estruturas eram alimentadas por ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, em todos os locais descobertos. O consumo ilegal de energia era de tamanho vulto que causava instabilidade e picos de energia nos arredores, provocando a queima de aparelhos eletrodomésticos e prejuízos significativos à população inocente”, explicou o delegado.

A Polícia Civil segue com a investigação para identificar os responsáveis pela instalação e operação das fazendas clandestinas, que podem responder por furto qualificado, crime ambiental e danos ao patrimônio público.

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