Inquérito envolvendo gastos da Presidência e visitas ao Planalto foi encerrado de forma sigilosa, sem justificativa pública.
Inquérito envolvendo gastos da Presidência e visitas ao Planalto foi encerrado de forma sigilosa, sem justificativa pública.
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Um inquérito que apurava a suposta sonegação de informações pela Presidência da República foi arquivado de forma sigilosa e monocrática pela Procuradoria-Geral da República, sob o comando do procurador-geral Paulo Gonet. A apuração envolvia gastos relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à primeira-dama Janja, além de registros de visitas de filhos do presidente ao Palácio do Planalto.
A decisão foi adotada na virada do ano, após quase doze meses em que a investigação permaneceu sem andamento no gabinete da PGR, período no qual nenhuma justificativa pública ou esclarecimento oficial foi apresentado. Com isso, a percepção de tratamento privilegiado à família presidencial acabou sendo reforçada, segundo críticos.
O arquivamento foi somado a outros encerramentos anteriores de apurações relacionadas a despesas e viagens atribuídas à primeira-dama, circunstância que tem levantado questionamentos sobre a efetividade institucional da PGR e sobre a ausência de mecanismos claros de accountability do governo federal.
Paralelamente, a imposição de sigilos prolongados, popularmente conhecidos como “sigilos de 100 anos”, passou a ser consolidada em documentos oficiais, sem a devida explicação pública.