31 de julho de 2025
Rio de Janeiro

Porção de peixe de R$ 450 gera discussão entre turistas e barraca em praia de Cabo Frio

Vídeo mostra clientes reclamando de alimento impróprio para consumo; atendente contesta versão e diz que preços estavam no cardápio

Por Redação
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Porção de peixe de R$ 450 gera discussão entre turistas e barraca em praia de Cabo Frio - Foto: Reprodução

Uma porção de peixe frito cobrada em R$ 450 terminou em confusão na Praia do Forte, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que turistas discutem com o atendente de uma barraca, alegando que o alimento servido estaria estragado.

As imagens foram publicadas pela jovem Paola Rinco, que estava acompanhada de cinco amigos. Segundo o grupo, o valor pago correspondia a uma porção de peixe frito com batatas, que seria dividida entre os seis. De acordo com os relatos, o prato chegou em condições inadequadas para consumo. “R$ 450 em uma porção com peixe podre”, escreveu a turista ao divulgar o vídeo.

No registro, os clientes afirmam que não conseguiram comer a refeição e questionam a cobrança integral do pedido. “Se estivesse gostoso, a gente tinha comido tudo, porque com a fome que a gente está”, diz uma das jovens. Em outro momento, ela reforça: “A gente ainda está com fome, moço”.

O atendente da barraca, por sua vez, sustenta que a reclamação deveria ter sido feita antes e insiste no pagamento. Apesar da discordância, a porção — que não foi totalmente consumida — acabou sendo paga por um dos integrantes do grupo.

Após a repercussão do vídeo, um internauta identificado como Changão afirmou, nos comentários, ser o atendente que aparece nas imagens. Ele contestou a versão apresentada pelos turistas e negou que o peixe estivesse estragado. Segundo ele, os preços estavam claramente informados no cardápio e a maior parte da comida teria sido consumida. “Por que não mostraram a bandeja quase vazia?”, escreveu.

Paola Rinco e o atendente citado nos comentários foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram até a publicação. O espaço segue aberto.

O episódio ocorre em meio a um aumento de denúncias envolvendo cobranças abusivas e conflitos entre turistas e comerciantes em praias brasileiras. O debate se intensificou após a agressão a um casal de turistas em Porto de Galinhas (PE), no fim de dezembro, durante uma discussão sobre valores cobrados por cadeiras e barracas. O caso levou a uma série de fiscalizações no município de Ipojuca, onde dezenas de barracas foram intimadas a regularizar cardápios e cadastros de funcionários.