31 de julho de 2025
saúde

Anvisa libera medicamento que retarda Alzheimer em fase inicial

Leqembi, à base do anticorpo lecanemabe, mostrou reduzir o avanço do declínio cognitivo em estudo com pacientes com demência leve

Por redação
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A eficácia do Leqembi foi avaliada em um estudo clínico com 1.795 pacientes em estágio inicial da doença, todos com presença confirmada de placas beta-amiloides. - Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de um novo medicamento para o tratamento de pacientes diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial. O remédio, chamado Leqembi, é produzido a partir do anticorpo lecanemabe e teve a liberação publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O medicamento é indicado para pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença e tem como objetivo retardar o avanço do declínio cognitivo. De acordo com a Anvisa, o lecanemabe atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro, cujo acúmulo é uma das principais características do Alzheimer. O produto é administrado por infusão intravenosa.

A eficácia do Leqembi foi avaliada em um estudo clínico com 1.795 pacientes em estágio inicial da doença, todos com presença confirmada de placas beta-amiloides. Parte dos participantes recebeu o medicamento, enquanto o restante utilizou placebo.

Segundo a Anvisa, a principal medida de avaliação foi a mudança nos sintomas após 18 meses, com base na escala CDR-SB, utilizada para medir a gravidade da demência. No grupo de 1.521 pacientes analisados, aqueles tratados com o novo medicamento apresentaram progressão mais lenta da doença em comparação aos que receberam placebo.