Lutador que matou professor tem prisão preventiva decretada
Suspeito confessou o crime e vai responder por homicídio qualificado
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A Justiça de Alagoas converteu em prisão preventiva a detenção do lutador de Muay Thai Adriano Lucas Silva de Oliveira, de 31 anos, preso em flagrante pelo assassinato do professor de Educação Física José Neilton Ferreira de Souza, de 60 anos, em Maceió. O suspeito passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (7), quando a prisão foi mantida e ele foi encaminhado ao sistema prisional. O processo tramita em segredo de justiça.
O crime ocorreu no último domingo (4), no apartamento da vítima, no bairro do Antares. José Neilton foi encontrado morto com um cabo enrolado no pescoço e morreu por asfixia. A perícia também localizou um vaso quebrado no local, que teria sido usado para atingir a cabeça do professor.
Adriano Lucas confessou o assassinato e afirmou, em depoimento, que foi até o imóvel da vítima para cobrar uma suposta dívida trabalhista, referente a serviços prestados em uma academia. Segundo o suspeito, houve um desentendimento e uma luta corporal, durante a qual o professor teria batido a cabeça na parede e desmaiado.
De acordo com as delegadas responsáveis pelo caso, Tacyane Ribeiro e Camila Chacon, o homem admitiu que, após a vítima perder a consciência, a enforcou com um fio. A Polícia Civil investiga se existia algum tipo de relacionamento afetivo entre os dois e também se o crime foi motivado exclusivamente pela cobrança da dívida.
O suspeito foi localizado após a polícia encontrar o carro da vítima, um Peugeot 2008, estacionado em frente à casa da namorada dele. Além do veículo, o celular e a carteira do professor também haviam sido levados. As investigações apontam que Adriano tentou negociar a venda do automóvel.
Praticante de Muay Thai há cerca de 15 anos, o suspeito, segundo a polícia, não demonstrou arrependimento durante o depoimento. Imagens de câmeras de segurança já foram recolhidas e mostram o autor saindo do prédio com o carro da vítima. Ele responderá por homicídio qualificado, e as investigações seguem para apurar se há outros crimes relacionados ao caso.