31 de julho de 2025
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Documentário investiga por que comediante é considerado o maior "babaca" da indústria americana

A produção mostra episódios polêmicos: em 1985, ao voltar ao SNL como apresentador

Por Redação
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Chevy Chase - Foto: Reprodução

Aos 82 anos, o comediante Chevy Chase é alvo de um documentário que não teme confrontar a lenda por trás do humorista: "I'm Chevy Chase and You're Not", da CNN, investiga por que o astro de "Férias Frustradas" é considerado por muitos o maior "babaca" da comédia americana.

A produção, ainda sem previsão de estreia no Brasil, mostra a carreira em duas frentes: o talento inegável que o transformou em ícone nos anos 70 e 80, e a reputação nos bastidores de arrogante, cruel e difícil de lidar.

Chase explodiu no "Saturday Night Live" em 1975, onde em apenas uma temporada criou a persona do galã desengonçado, venceu um Emmy e cunhou o bordão que batiza o filme: "Eu sou Chevy Chase e você não é". Mas sua fama de complicado era tão grande quanto seu sucesso. Colegas, amigos e críticos repetem a palavra "asshole" ("babaca") ao descrevê-lo.

O documentário mostra episódios polêmicos: em 1985, ao voltar ao SNL como apresentador, sugeriu uma esquete humilhante envolvendo Terry Sweeney, primeiro integrante assumidamente gay do elenco, que envolvia pesá-lo semanalmente "para ver se ele tinha Aids". Nos bastidores de "Community", seu último trabalho de destaque, usou uma palavra racista para descrever seu personagem, gerando um conflito que levou à sua saída.

Ele também admite erros, como deixar o SNL muito cedo, decisão que atribui a uma mistura de amor, ego e ambição. Apesar do sucesso no cinema — com filmes como "Clube dos Pilantras" e a série "Férias Frustradas" —, sua reputação ofuscou parte do legado.

Ho Chase vive uma vida mais reservada, longe dos holofotes, com a família. O documentário o mostra tentando se reconciliar com fãs em eventos, mas deixa claro: a persona do "babaca genial" nunca foi apenas um personagem.