31 de julho de 2025
em brasília

Ex-assessor de ministro do STF é preso por stalking contra juíza federal, sua esposa

Marcelo Pitella instalou rastreador no carro da vítima e a localizou em hotel, violando duas medidas protetivas

Por Redação
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Marcelo Pitella instalou rastreador no carro da vítima e a localizou em hotel, violando duas medidas protetivas - Foto: Reprodução

Um ex-assessor do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques foi preso na madrugada do dia 20 de dezembro pelos crimes de stalking, violência psicológica e injúria contra sua esposa, que é juíza federal. A detenção ocorreu pouco antes do feriado de Natal, quando Marcelo Pereira Pitella, 53 anos, foi localizado após instalar um rastreador GPS clandestino no carro da vítima.

A magistrada havia se hospedado em um hotel na área central de Brasília para se proteger do então marido. No entanto, ele conseguiu localizá-la graças ao aparelho de rastreamento instalado de forma ilegal no veículo.

A juíza acionou a polícia por medo de novas agressões. Equipes da Polícia Civil do Distrito Federal e da Polícia Militar se deslocaram ao local. Segundo apurações, a vítima já possuía duas medidas protetivas contra Pitella, que tinha ordem para não se aproximar dela — determinação que foi claramente violada.

Exoneração de Marcelo Pereira Pitella publicada no Diário Oificial - Metrópoles



Pitella foi detido por policiais do Grupo Tático Operacional (GTOp) da PM/DF logo após sair do hotel, enquanto se dirigia ao Lago Sul, região nobre da capital federal. Ele foi levado à delegacia, onde prestou esclarecimentos por cerca de uma hora.

Na sequência, ainda na madrugada de 20 de dezembro, passou por audiência de custódia, onde foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento. Segundo informações, o dispositivo chegou a ficar ativo, mas atualmente encontra-se inativo.

Dois dias após a prisão, em 22 de dezembro, Marcelo Pitella perdeu o cargo em comissão que ocupava no gabinete do ministro Nunes Marques. No entanto, ele permanece como servidor do STF, tendo sido redistribuído do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), onde já trabalhava anteriormente.