31 de julho de 2025
em uma semana

Após nova crise de soluços, Bolsonaro passa por terceiro procedimento cirúrgico

Ex-presidente segue internado em hospital de Brasília e médicos avaliam refluxo gastroesofágico como possível causa do quadro persistente

Por Redação
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Ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/Instagram

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ser submetido a um procedimento médico nesta terça-feira (30), após apresentar uma nova crise de soluços persistentes. A intervenção foi realizada para reforçar o bloqueio do nervo frênico, responsável pelo funcionamento do diafragma, e ocorre apenas um dia depois de cirurgia semelhante feita com o mesmo objetivo.

A informação foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou nas redes sociais que os soluços começaram por volta das 10h e não cessaram ao longo do dia. Diante do quadro, a equipe médica optou por complementar o bloqueio anestésico do nervo.

Em boletim divulgado no início da noite, o Hospital DF Star, em Brasília, informou que Bolsonaro segue em cuidados pós-operatórios da cirurgia de hérnia inguinal realizada na semana passada. Segundo a nota, os médicos realizaram o bloqueio bilateral dos nervos frênicos após a recorrência dos sintomas.

Ainda de acordo com o hospital, o ex-presidente deverá passar por uma endoscopia digestiva alta nesta quarta-feira (31) para investigar possível refluxo gastroesofágico. Ele também permanece em fisioterapia respiratória, faz uso noturno de CPAP — equipamento utilizado no tratamento da apneia do sono — e segue com medidas preventivas contra trombose.

Este é o terceiro procedimento do tipo realizado em poucos dias. Bolsonaro já havia sido submetido ao bloqueio do nervo frênico no sábado (27), do lado direito, e na segunda-feira (29), do lado esquerdo.

Internado desde o dia 24 de dezembro, o ex-presidente passou por cirurgia de hérnia inguinal no dia de Natal. A expectativa inicial da equipe médica é que ele permaneça hospitalizado ao menos até quinta-feira (1º).

Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.