31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Moraes dá 24 horas para defesa de Filipe Martins explicar uso de LinkedIn e ameaça com prisão

Ex-assessor de Bolsonaro, condenado a 21 anos e proibido de acessar redes sociais, teria usado o perfil para buscar contatos

Por Redação
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Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República - Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (30) que a defesa do ex-assessor de Jair BolsonaroFilipe Martins, apresente explicações sobre o suposto uso de uma conta no LinkedIn pelo condenado. O magistrado estabeleceu um prazo de 24 horas para o esclarecimento, sob pena de decretar a prisão preventiva de Martins, atualmente em regime domiciliar.

A decisão ocorreu após Moraes receber uma denúncia, anexada aos autos do processo no dia 29 de dezembro, de que Martins teria utilizado a rede social profissional para buscar perfis de outras pessoas. Essa conduta violaria frontalmente uma das medidas cautelares impostas pelo ministro, que proíbe expressamente o ex-assessor de usar qualquer rede social.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pelo STF no julgamento do Núcleo 2, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar e gerenciar ações de uma organização criminosa que buscava manter Bolsonaro no poder. No último dia 26 de dezembro, após a fuga e recaptura do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, Moraes converteu a prisão preventiva de Martins em prisão domiciliar, mantendo todas as outras restrições.

Caso a defesa não apresente uma justificativa satisfatória dentro do prazo estipulado, ou se ficar comprovado o descumprimento da medida, Martins poderá ter o benefício da prisão domiciliar revogado e ser recolhido a um presídio. O caso mostra a rigidez do ministro no monitoramento das condições impostas aos investigados e condenados nos processos sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A defesa de Filipe Martins não se manifestou publicamente até o momento sobre a nova exigência do STF.

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