33 anos da morte de Daniella Perez: crime chocante ocorreu após gravação de cena de separação na novela
Atriz foi assassinada em 28 de dezembro de 1992 pelo colega de elenco Guilherme de Pádua e sua esposa, Paula Thomaz
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Há exatos 33 anos, no dia 28 de dezembro de 1992, a atriz Daniella Perez, então com 22 anos, foi brutalmente assassinada em um crime que chocou o Brasil e permanece vivo na memória nacional. O assassinato ocorreu poucas horas depois de uma gravação decisiva na novela "De Corpo e Alma", escrita por sua mãe, Gloria Perez.
Naquela tarde, Daniella e o ator Guilherme de Pádua gravaram a cena que marcava o fim do romance de seus personagens, Yasmin e Bira. Após as filmagens, Guilherme – que, segundo relatos, estava incomodado com a redução de suas cenas na trama – entregou dois bilhetes à colega em seu camarim, deixando-a visivelmente perturbada.
À noite, após Daniella sair dos estúdios da Globo em Jacarepaguá, Guilherme e sua então esposa, Paula Thomaz, grávida de quatro meses, a seguiram. Em um posto de gasolina, ele a agrediu, e juntos a levaram para uma rua deserta na Barra da Tijuca, onde a esfaquearam 18 vezes. O corpo foi encontrado em um matagal.
O crime foi descoberto porque um advogado que passava pelo local anotou a placa do carro de Guilherme, que estava adulterada. O ator confessou no dia seguinte. Paula negou participação formalmente, mas admitiu envolvimento informalmente.
Guilherme de Pádua cumpriu pena e foi liberado em 2006, após 13 anos de prisão. Ele morreu em 2022, aos 53 anos, vítima de um infarto. Paula Thomaz também cumpriu pena e hoje vive longe dos holofotes.
A morte de Daniella Perez não só tirou uma jovem talentosa, mas também impulsionou mudanças no Código Penal Brasileiro, com o aumento de penas para crimes passionais e a criação de tipos penais mais rigorosos. Sua mãe, Gloria Perez, transformou a dor em militância por justiça, e a história segue como um alerta sobre violência, ciúme e impunidade.