Morre, aos 98 anos, Mãe Carmen, ialorixá do Gantois e filha de Mãe Menininha
Referência do Candomblé no Brasil, líder religiosa estava internada em Salvador e comandou o terreiro por mais de duas décadas
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Morreu nesta sexta-feira (26), aos 98 anos, Mãe Carmen, ialorixá do Terreiro do Gantois e filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois. A líder religiosa estava internada em um hospital de Salvador em decorrência de uma gripe.
À frente do Gantois há 23 anos, Mãe Carmen era uma das principais referências do Candomblé na Bahia e no Brasil. Preparada desde a infância para a vida espiritual, ela deu continuidade ao legado de sua mãe, Maria Escolástica da Conceição Nazaré, a Mãe Menininha, que morreu em 1986.
Em nota publicada nas redes sociais, o Terreiro do Gantois lamentou a morte da ialorixá, destacando seu papel como “mulher de axé, guardiã da ancestralidade e herdeira de uma linhagem que pavimentou a história do Candomblé na Bahia e no Brasil”.
O comunicado ressalta ainda que Mãe Carmen foi “farol, caminho e fortaleza”, com atuação marcada pela entrega à religiosidade, pelo respeito aos orixás e pelo compromisso com a vida coletiva.
O velório ocorre nesta sexta-feira (26), no Terreiro do Gantois, em Salvador. O sepultamento está marcado para este sábado (27), na capital baiana.
Iniciada ainda jovem por Mãe Menininha, Mãe Carmen tornou-se Ìyálorixá do Ìlé Ìyá Omi Àse Ìyámasé, sendo reconhecida como Mãe Carmen de Òsàgyían. Ela deixa duas filhas, três netos e quatro bisnetos.
Diversas personalidades lamentaram a morte da ialorixá. A cantora Maria Bethânia publicou uma homenagem com a legenda “Profunda reverência”. Astrid Fontenelle e Regina Casé também prestaram tributos, destacando a importância espiritual e afetiva de Mãe Carmen em suas vidas.