Sob gritos de “justiça”, Tainara é sepultada em clima de forte comoção em São Paulo
Familiares, amigos e movimentos de mulheres acompanharam o enterro no Cemitério São Pedro, na zona leste da capital
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O sepultamento de Tainara Souza Santos foi marcado por forte comoção e pedidos de justiça na tarde desta sexta-feira (26), no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, zona leste de São Paulo. Familiares, amigos e integrantes de movimentos de mulheres acompanharam o cortejo, que ocorreu entre 8h e 13h, sob aplausos e gritos contra o feminicídio.
Durante o trajeto até o local do enterro, manifestantes entoaram palavras de ordem cobrando punição ao responsável pelo crime. Tainara morreu após ser atropelada e arrastada na Marginal Tietê, caso que gerou grande repercussão.
Emocionada, a mãe da vítima, Lúcia Aparecida da Silva, caminhou à frente do cortejo ao lado do filho Luan Henrique, irmão de Tainara. Ele relatou que esteve com a irmã pela última vez na noite anterior à tragédia, quando os dois foram juntos a um bar. “O último abraço”, disse, ao lembrar da despedida.
A família anunciou a morte de Tainara na última quarta-feira (24), por meio das redes sociais. Em publicação, a mãe afirmou que a filha não resistiu aos ferimentos e pediu justiça. “É uma dor enorme, mas acabou o sofrimento. Agora é pedir por justiça”, escreveu.
O velório se transformou, em diversos momentos, em um ato contra os feminicídios no Brasil. “Estamos aqui para pedir justiça pela Tainara e por tantas outras mulheres que morrem todos os dias. Até quando?”, questionou Ingrid Rodrigues Barros, amiga da vítima.