Letícia Birkheuer e ex-marido travam guerra pública pela guarda do filho de 14 anos
Em troca de acusações nas redes, mãe alega alienação parental e pai diz que adolescente optou por morar com ele
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A atriz Letícia Birkheuer, 47, e o empresário Alexandre Furmanovich, 40, estão em uma disputa judicial e pública pela guarda do filho João Guilherme, de 14 anos. O caso, que se arrasta há quatro anos, ganhou novos capítulos nesta semana com troca de acusações e versões conflitantes publicadas nas redes sociais.
A versão da mãe
Letícia alega que sofre alienação parental por parte do ex-marido e que o filho foi afastado dela gradualmente. Em carta aberta no Instagram, escreveu: “Existe um sistema corrupto, ineficiente e existe uma alienação já contatada em juízo que separa você de mim”. Ela afirma ter gastado mais de R$ 1 milhão com advogados e diz que João não a visita desde 2021, descumprindo decisões judiciais.
A atriz também relatou um episódio em que o adolescente fugiu de sua casa no Rio de Janeiro com ajuda do pai, que a aguardava na esquina. Ela contratou um enfermeiro para acompanhá-lo por laudo médico, mas nega que tenha havido violência, como sugerido pelo filho. “O enfermeiro não machucou o João, apenas o conteve”, explicou.
A versão do pai e do filho
Alexandre Furmanovich publicou um vídeo em que João Guilherme fala por si. O adolescente afirmou estar “cansado” de ser exposto pela mãe e disse que mora com o pai em São Paulo por escolha própria, validada pela Justiça. Relatou ainda que foi “obrigado” a visitar a mãe e acusou Letícia de contratar um enfermeiro “ilegalmente” durante uma dessas estadias.
“Tenho que ter os meus direitos respeitados. […] Quando existem fatos evidentes, provas em juízo, tudo registrado… muitas coisas não posso expor aqui porque está em segredo de Justiça”, declarou João.
Histórico do conflito
Letícia conta que a disputa começou após um acidente de carro envolvendo pai e filho em 2019, quando o ex-marido omitiu a presença do menino no BO. Preocupada, ela entrou na Justiça. Em 2021, assinou um acordo temporário para que João ficasse 10 meses com o pai, mas alega que o estudo social previsto nunca foi feito e que, desde então, o adolescente se recusa a visitá-la.
Ela também acusa Furmanovich de promover uma “vida desregrada” ao filho, com alimentação inadequada, queda no rendimento escolar e abandono de atividades esportivas.
O que diz a lei
Em casos de guarda, a vontade do adolescente costuma ser considerada pelo Judiciário, especialmente a partir dos 12 anos, desde que avaliada por equipe técnica. A alienação parental, alegada por Letícia, é crime previsto em lei (Lei 12.318/2010) e pode resultar em medidas como inversão da guarda.
Enquanto o caso segue em segredo de Justiça, a exposição pública revela o desgaste emocional de ambas as partes e, principalmente, do adolescente no centro do conflito.