Bolsonaro confirma Flávio como pré-candidato à Presidência em carta lida antes de cirurgia
Documento manuscrito foi assinado pelo ex-presidente e divulgado pelo senador na manhã desta quinta-feira, em Brasília
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Poucas horas antes de ser submetido a uma cirurgia para correção de hérnia, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou uma carta na qual oficializa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. O documento foi lido pelo próprio Flávio na manhã desta quinta-feira (25), em frente ao Hospital DF Star, em Brasília.
Na carta, Bolsonaro afirma que enfrenta um momento de “injustiça” e diz que a decisão de indicar o filho ocorre para garantir a continuidade do que chama de “projeto político iniciado antes mesmo de sua chegada à Presidência”. O ex-presidente também atribui à candidatura de Flávio a missão de representar eleitores que, segundo o texto, estariam sendo “silenciados”.
“Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para a missão de lutar pelo nosso Brasil”, escreveu Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que recebeu a carta antes da internação do pai e classificou o gesto como um ato de confiança e responsabilidade. Segundo ele, a mensagem reforça a união da família e do grupo político em torno da disputa eleitoral de 2026.
A divulgação do documento ocorre em meio a especulações dentro do PL sobre quem herdaria o capital político de Jair Bolsonaro, que está inelegível. Embora Flávio já tivesse se colocado publicamente como pré-candidato, a carta representa a primeira confirmação formal e direta do ex-presidente sobre a sucessão.
Bolsonaro foi internado para realizar um procedimento cirúrgico considerado de rotina, relacionado a complicações intestinais decorrentes do atentado sofrido em 2018. Apesar do estado de saúde, o ex-presidente segue influente no cenário político e mantém interlocução com aliados por meio de cartas e manifestações públicas.
A indicação de Flávio tende a reorganizar o tabuleiro da direita para 2026 e pode intensificar disputas internas no campo conservador, além de ampliar a polarização com o atual governo federal.