Boto diz que Palmeiras está à frente na transição de jovens, mas que "não tem a grandeza do Flamengo"
Diretor de futebol do Rubro-Negro avalia que pressão da torcida e da mídia no Rio dificulta subida de garotos do Ninho. Cita caso de João Victor como exemplo.
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Em entrevista ao podcast português “No princípio era a Bola”, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, afirmou que o Palmeiras está “à frente” na transição de jovens para o time profissional, mas ressaltou que o contexto do clube paulista é diferente por não ter “a grandeza do Flamengo” – em referência à pressão da torcida e da mídia carioca sobre os garotos.
“O Palmeiras está mais à frente nisso, sem dúvidas. Não é estar à frente em ter melhores jogadores ou melhor formação, é na transição que faz para a equipe profissional. (…) O Palmeiras, apesar da grandeza que tem, não tem a grandeza do Flamengo”, disse Boto.
Como exemplo, citou o caso do jovem zagueiro João Victor: “Tivemos que fazer dois ou três jogos com o João Victor, que não esteve mal, mas teve um ou dois deslizes, e o mataram o miúdo. É um jovem com potencial, será um zagueiro top na Europa nos próximos cinco ou seis anos. Vai ser muito difícil ele voltar a jogar ali, com o nível de confiança que um garoto precisa. O caminho pode ser uma venda e ficarmos com um grande percentual”.
Boto completou seu primeiro ano no Flamengo, onde já movimentou mais de R$ 450 milhões em sete contratações: Juninho, Danilo, Jorginho, Emerson Royal, Jorge Carrascal, Saúl Ñiguez e Samuel Lino. Para 2026, a prioridade imediata é a renovação de Filipe Luís, mas o clube já tem posições definidas para buscar no mercado.