31 de julho de 2025
nova formulação

Aprovada primeira pílula para obesidade, versão oral do Wegovy

De acordo com a fabricante, os testes clínicos com cerca de 1.300 participantes mostraram uma perda média de peso de 16,6%

Por Redação
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De acordo com a fabricante, os testes clínicos com cerca de 1.300 participantes mostraram uma perda média de peso de 16,6% - Foto: Reprodução

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou a primeira pílula para o tratamento da obesidade: uma versão em comprimido do popular remédio Wegovy, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. A nova formulação de uso diário promete uma eficácia comparável à injeção semanal, marcando uma nova fase no mercado de medicamentos para perda de peso.

De acordo com a fabricante, os testes clínicos com cerca de 1.300 participantes mostraram uma perda média de peso de 16,6%. Cerca de um terço dos voluntários perdeu 20% ou mais do peso corporal. O lançamento nos Estados Unidos está previsto para o início de janeiro de 2026.

"Os pacientes terão um comprimido de uso diário, conveniente, que pode ajudá-los a perder tanto peso quanto a injeção original", afirmou Mike Doustdar, diretor-executivo da Novo Nordisk.

A aprovação é um alívio para a empresa, que enfrenta concorrência acirrada no lucrativo mercado de agonistas do GLP-1, especialmente da americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro. Após o anúncio, as ações da Novo Nordisk subiram quase 10% no após-pregão em Nova York.

Situação no Brasil

No Brasil, medicamentos à base de semaglutida (como Wegovy e Ozempic) e tirzepatida (como Mounjaro) já possuem registro da Anvisa, mas apenas em suas versões injetáveis. O Wegovy tem indicação específica para obesidade, enquanto Ozempic e Mounjaro foram aprovados inicialmente para diabetes tipo 2, sendo usados "off-label" para emagrecimento sob prescrição médica.

Todos exigem receita de controle especial e acompanhamento clínico. A BBC contactou a Anvisa para saber se há pedidos de registro em análise para pílulas orais contra obesidade no país, mas não obteve resposta até a publicação.

A aprovação do comprimido nos EUA acende a expectativa para uma futura expansão das opções de tratamento no Brasil, mas ainda depende de análise e homologação pela agência reguladora brasileira.