Polícia de Alagoas registra tentativa de feminicídio como "vias de fato" e suspeito de tentar matar tia de Rico Melquíades é solto
Influenciador denunciou a soltura de suspeito de tentativa de feminicídio em Alagoas: "Tem que esperar morrer?"
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O influenciador alagoano Rico Melquíades usou suas redes sociais neste domingo (21) para denunciar a soltura do suposto autor de uma tentativa de feminicídio contra sua tia, crime que também teria envolvido agressões à sua avó. O caso ocorreu no sábado (20) e, segundo o artista, o suspeito foi liberado após audiência de custódia em menos de 24 horas.
"O ex-companheiro da minha tia, que tentou tirar a vida dela e agrediu minha avó, acaba de ser solto. Esse é o Brasil que a gente vive", desabafou Rico em vídeo. Ele criticou a decisão judicial que determinou apenas medidas cautelares, como distanciamento da vítima. "Tem que esperar a pessoa morrer para poder fazer justiça?"
A advogada Júlia Nunes, também em vídeo, apontou uma grave divergência no registro policial. Ela afirmou que, apesar da gravidade relatada – com o agressor usando um garfo contra o pescoço da vítima –, o boletim de ocorrência (BO) foi registrado como "vias de fatos", um crime de menor potencial ofensivo com pena máxima de três meses.
"Conforme o relato que eu ouvi e o vídeo que eu assisti, tratava-se de uma tentativa de feminicídio, que a pena poderia chegar a 40 anos", destacou a advogada. "É óbvio que hoje ele foi solto na audiência de custódia. Nós sabemos que um agressor na rua, a vítima nunca estará segura."
Rico Melquíades compartilhou um vídeo em que sua avó, visivelmente abalada e com marcas roxas nos braços, simula como o agressor segurava o garfo no pescoço de sua filha e relata ter sido agredida ao intervir. Diante da soltura, o influenciador afirmou que tanto sua tia quanto sua avó estão "desacreditadas na Justiça" e não querem mais comparecer à Delegacia da Mulher.
O caso foi inicialmente denunciado pelo artista nas redes no sábado (20), quando ele mostrou as marcas nas agressões na avó e revelou o estado de abalo da tia, que prestava queixa na delegacia. "Estou em desespero. Choro sem parar porque, no fundo, eu sei que isso não vai dar em nada", declarou Rico na ocasião.