Tarcísio apresenta balanço de 2025 e mira reeleição com foco em "fazer o impossível" e obras herdadas de Alckmin
Para financiar essas e outras iniciativas consideradas estratégicas, governador sancionou nesta semana uma lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 4,9 bilhões
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apresentou nessa quarta-feira (17) o balanço das ações de seu governo em 2025 em um evento com o mote “coragem para fazer o impossível”. A cerimônia, realizada no Palácio dos Bandeirantes, será o palco para que o governador destaque iniciativas que tentam resolver problemas crônicos do estado, como a Cracolândia e a retomada das obras do Rodoanel Norte, cujo primeiro trecho deve ser entregue ainda neste mês.
A expressão “fazer o impossível” tem sido usada repetidamente por Tarcísio em discursos públicos nos últimos meses, sinalizando o tom de sua eventual campanha à reeleição em 2026. Apesar de aliados já terem ventilado uma possível candidatura à Presidência da República, a permanência do governador em São Paulo tornou-se mais provável após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. Além da Cracolândia e do Rodoanel, Tarcísio destacará nesta quarta avanços nas obras da Linha 17-Ouro do monotrilho, a assinatura do contrato do túnel Santos-Guarujá e o reassentamento da Favela do Moinho, no centro da capital.
Para financiar essas e outras iniciativas consideradas estratégicas, Tarcísio sancionou nesta semana uma lei que autoriza a contratação de empréstimos de até R$ 4,9 bilhões. Os recursos, que devem vir de organismos multilaterais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), serão destinados a projetos como a PPP das Travessias Hídricas, a expansão da Linha 2-Verde do Metrô e da PPP da Linha 6-Laranja. A aprovação do crédito ocorre às vésperas do início do ano eleitoral de 2026.
Curiosamente, muitas das obras que podem servir de bandeira eleitoral para Tarcísio são heranças de construções inacabadas de governos do PSDB, especialmente do período em que o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comandou o estado por 14 anos. O desafio do governador é apresentar a conclusão desses "esqueletos" como fruto de sua gestão e de sua capacidade de realizar “o impossível” após anos de paralisia.