31 de julho de 2025
Bastidores do futebol

“Crise virou disputa por poder”, diz conselheiro ao denunciar ilegalidades no CSA

Em entrevista ao programa Bola Quente, do Timaço da Gazeta, Gustavo Ferreira afirma que decisões após a queda da ex-presidente ferem o estatuto do clube

Publicado em
Gustavo Ferreira, membro do Conselho Deliberativo do CSA e ex-gerente de obras do clube - Foto: Reprodução

Membro do Conselho Deliberativo do CSA e ex-gerente de obras do clube, Gustavo Ferreira afirmou que a crise política vivida pelo Azulão é resultado de uma série de decisões tomadas de forma irregular desde a destituição da ex-presidente Mirian Monte, em 2 de setembro. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Bola Quente, do Timaço da Gazeta, na noite desta terça-feira (16).

Segundo Gustavo, os procedimentos adotados após a saída da antiga diretoria não seguiram o estatuto do clube e agravaram ainda mais a situação administrativa e financeira. Para ele, a motivação central não foi a busca por soluções para o CSA, mas uma disputa interna pelo comando da instituição.

O conselheiro também criticou o ambiente político dentro do clube, que, segundo ele, tem sido marcado por falta de democracia e por decisões consideradas ilegais. Um dos pontos questionados é a prorrogação, por mais dois anos, do mandato do Conselho Deliberativo, encerrado oficialmente no último dia 6 de dezembro. Na avaliação de Gustavo, a medida não tem respaldo estatutário e beneficia os próprios conselheiros.

Durante a entrevista, Gustavo Ferreira defendeu a realização de novas eleições para o Conselho Deliberativo e afirmou que o estatuto do CSA vem sendo sistematicamente desrespeitado. Ele ressaltou que, apesar de integrar o conselho, discorda da prorrogação do mandato e das práticas adotadas pela atual gestão.

Por fim, o ex-dirigente fez um apelo à torcida azulina para que se mobilize diante da crise. Segundo ele, o movimento iniciado recentemente pelos torcedores é fundamental para resgatar a força do clube, atrair investimentos e devolver competitividade ao CSA. “O CSA não tem dono, o CSA tem torcida”, afirmou, ao justificar a decisão de levar o caso à Justiça após, segundo ele, não ter sido ouvido internamente.

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA