“Crise virou disputa por poder”, diz conselheiro ao denunciar ilegalidades no CSA
Em entrevista ao programa Bola Quente, do Timaço da Gazeta, Gustavo Ferreira afirma que decisões após a queda da ex-presidente ferem o estatuto do clube
Membro do Conselho Deliberativo do CSA e ex-gerente de obras do clube, Gustavo Ferreira afirmou que a crise política vivida pelo Azulão é resultado de uma série de decisões tomadas de forma irregular desde a destituição da ex-presidente Mirian Monte, em 2 de setembro. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Bola Quente, do Timaço da Gazeta, na noite desta terça-feira (16).
Segundo Gustavo, os procedimentos adotados após a saída da antiga diretoria não seguiram o estatuto do clube e agravaram ainda mais a situação administrativa e financeira. Para ele, a motivação central não foi a busca por soluções para o CSA, mas uma disputa interna pelo comando da instituição.
O conselheiro também criticou o ambiente político dentro do clube, que, segundo ele, tem sido marcado por falta de democracia e por decisões consideradas ilegais. Um dos pontos questionados é a prorrogação, por mais dois anos, do mandato do Conselho Deliberativo, encerrado oficialmente no último dia 6 de dezembro. Na avaliação de Gustavo, a medida não tem respaldo estatutário e beneficia os próprios conselheiros.
Durante a entrevista, Gustavo Ferreira defendeu a realização de novas eleições para o Conselho Deliberativo e afirmou que o estatuto do CSA vem sendo sistematicamente desrespeitado. Ele ressaltou que, apesar de integrar o conselho, discorda da prorrogação do mandato e das práticas adotadas pela atual gestão.
Por fim, o ex-dirigente fez um apelo à torcida azulina para que se mobilize diante da crise. Segundo ele, o movimento iniciado recentemente pelos torcedores é fundamental para resgatar a força do clube, atrair investimentos e devolver competitividade ao CSA. “O CSA não tem dono, o CSA tem torcida”, afirmou, ao justificar a decisão de levar o caso à Justiça após, segundo ele, não ter sido ouvido internamente.
VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA