31 de julho de 2025
decisão

STF determina transferência de TH Joias para presídio federal em regime rígido

Ex-deputado do RJ é apontado como elo político do Comando Vermelho e ficará sob Regime Disciplinar Diferenciado

Por Redação
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Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, teria sido avisado antecipadamente sobre a operação e alertado TH Joias para ocultar provas - Foto: Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro/Divulgação

O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, será transferido ainda nesta terça-feira (16) do Complexo de Gericinó para uma penitenciária federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O local e o horário da remoção não foram divulgados por razões de segurança.

Além da transferência, o político passará a cumprir Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que impõe regras mais rigorosas de custódia, como permanência em cela individual, restrições severas de contato e monitoramento de correspondências e visitas.

A decisão foi tomada no âmbito da mesma ação que resultou na prisão do desembargador Macário Ramos Judice Neto e ocorre após o avanço das investigações sobre o vazamento de informações sigilosas relacionadas à operação que levou à prisão de TH Joias, em setembro.

O ex-parlamentar é acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho, além de atuar para favorecer a organização criminosa. Após a prisão, ele foi expulso do MDB, partido pelo qual exercia mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, teria sido avisado antecipadamente sobre a operação e alertado TH Joias para ocultar provas. A apuração aponta que o vazamento pode ter partido do desembargador Judice Neto, então relator do processo.

A transferência para o sistema penitenciário federal atende a pedidos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Para os investigadores, manter TH Joias fora do RDD representava uma “contradição”, já que outros integrantes do esquema já haviam sido enviados a presídios federais.

Em manifestação ao STF, a PGR classificou o ex-deputado como o “braço político” do Comando Vermelho, destacando que ele teria papel estratégico ao conectar o crime organizado às instituições do Estado.