31 de julho de 2025
trama golpista

STF forma placar de 2 a 0 para condenar cinco acusados do Núcleo 2 da trama golpista

Cristiano Zanin acompanha Alexandre de Moraes; julgamento segue com votos de Flávio Dino e Cármen Lúcia

Por Redação
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Os réus respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. - Foto: Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou placar de 2 votos a 0 pela condenação de cinco dos seis réus do chamado Núcleo 2 da trama golpista investigada após as eleições de 2022. O segundo voto foi proferido nesta terça-feira (16) pelo ministro Cristiano Zanin, durante julgamento na Primeira Turma da Corte.

Zanin acompanhou integralmente o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que pela manhã já havia se manifestado pela condenação de Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência; Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro; Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF); Mário Fernandes, general da reserva do Exército; e Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça.

O ministro votou pela absolvição de Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, por considerar insuficientes as provas contra ele.

Com o placar parcial, o julgamento segue com os votos dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia. Caso seja formada maioria de três votos pela condenação, o processo avançará para a fase de dosimetria das penas.

Os réus respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Segundo a acusação, as condutas incluem ações para atentar contra autoridades da República, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio relator, além de medidas para dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições de 2022.