Aldeia indígena de Pernambuco é a primeira no mundo a receber técnica de combate à dengue com mosquitos estéreis
Método inovador e sustentável libera insetos machos estéreis para reduzir população do Aedes aegypti sem uso de inseticidas
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A Aldeia Indígena de Pé de Serra dos Nogueiras, localizada no Agreste de Pernambuco, tornou-se a primeira comunidade indígena do mundo a receber a aplicação da técnica do Inseto Estéril (TIE) para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A iniciativa pioneira foi iniciada em dezembro de 2025 e representa um marco histórico no enfrentamento às arboviroses.
A ação consiste na liberação controlada de mosquitos machos estéreis, produzidos em laboratório, que ao cruzarem com as fêmeas selvagens impedem a geração de novos mosquitos. Como apenas as fêmeas picam os seres humanos, os machos liberados não oferecem risco à população nem transmitem doenças.
O projeto é resultado de uma parceria entre instituições científicas, órgãos de saúde e lideranças indígenas, com acompanhamento técnico especializado. Antes da implementação, a comunidade foi amplamente informada sobre o método, seus benefícios e segurança, respeitando os costumes e a autonomia do povo indígena.
De acordo com os pesquisadores envolvidos, a técnica é considerada segura, sustentável e ambientalmente responsável, já que não utiliza inseticidas químicos e não causa desequilíbrio ecológico. A expectativa é reduzir significativamente a população do Aedes aegypti na região ao longo dos próximos meses.
A escolha da aldeia levou em consideração critérios epidemiológicos, como o histórico de casos de dengue, além do engajamento comunitário. Lideranças indígenas destacaram a importância da iniciativa para a proteção da saúde coletiva e celebraram o fato de a aldeia ser referência mundial em inovação no combate às doenças transmitidas por mosquitos.
Especialistas afirmam que, se os resultados forem positivos, a experiência poderá ser ampliada para outras comunidades indígenas e municípios do Brasil, contribuindo para o controle da dengue em áreas vulneráveis.