Canadá retira nomes de monumento a vítimas do comunismo após descobrir que maioria eram nazistas
Obra em Ottawa permanece de pé, mas sem homenagens a indivíduos específicos
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O Monumento às Vítimas do Comunismo, inaugurado em Ottawa em dezembro de 2024, não terá mais os nomes de indivíduos incluídos na obra. A decisão foi tomada após investigação mostrar que, dos 533 nomes previstos, 330 eram nazistas ou colaboradores de regimes fascistas. Entre eles estavam Ante Pavelić, líder da Ustaše croata, e Roman Shukhevych, responsável por massacres de poloneses durante a Segunda Guerra Mundial.
O monumento, idealizado pela Liberty Foundation e financiado parcialmente pelo governo canadense, foi alvo de críticas desde a construção, quando denúncias apontaram a presença de criminosos de guerra na lista de homenageados. Uma força-tarefa envolvendo historiadores e grupos judaicos, como o Amigos de Simon Wiesenthal, revisou os nomes antes da exibição pública.
O episódio trouxe à tona outra polêmica: em 2023, o Parlamento canadense homenageou Yaroslav Hunka, veterano da Divisão da Galícia da Waffen-SS, durante visita do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O incidente resultou na renúncia do presidente da Câmara, Anthony Rota, e em um pedido formal de desculpas do Canadá a Zelensky.
O Departamento do Patrimônio Histórico Canadense decidiu que, a partir de agora, a obra permanecerá como memorial sem referências a pessoas específicas, evitando futuras controvérsias