EUA retiram sanções contra Moraes, esposa e empresa familiar
Decisão ocorre após pedido do presidente Lula e melhora na relação entre Brasil e Estados Unidos; medidas haviam sido aplicadas por atuação do ministro no STF.
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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (12/12) a retirada das sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes, ao seu cônjuge Viviane Barci de Moraes e à empresa da família, Lex Instituto de Estudos Jurídicos, por meio da Lei Magnitsky.
As sanções haviam sido aplicadas após a atuação de Moraes como relator da ação da trama golpista que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados, motivando bloqueio de bens nos EUA, restrições de vistos e proibição de negócios com empresas americanas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia solicitado a retirada das punições em diálogo com o então presidente dos EUA, Donald Trump. A medida vem após a melhora na relação entre os dois governos.
A Lei Magnitsky, adotada pelos EUA desde 2021, permite que cidadãos estrangeiros acusados de violações de direitos humanos sejam alvo de bloqueio de bens, proibição de entrada em território norte-americano e restrições a negócios com empresas dos EUA.
Segundo informações, a imposição das sanções foi articulada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que buscou junto a integrantes do governo Trump apresentar o Brasil como estando sob influência de uma suposta ditadura judicial liderada por Moraes.