Yuri Romão deixa a presidência do Sport após temporada de crise, rebaixamento e legado de obras ambiciosas
Gestão deixa herança de projetos milionários e crise financeira
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Nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, Yuri Romão encerra oficialmente seu mandato como presidente do Sport, ao lado do vice Raphael Campos. Sua gestão, que começou de forma interina em 2021, termina sob o peso do rebaixamento à Série B em 2025, uma grave crise financeira e um cenário de instabilidade política no clube. O Leão agora se prepara para uma eleição suplementar na próxima segunda-feira (15), que definirá quem comandará o clube até o fim de 2026.ser
No campo esportivo, o legado é marcado por altos e baixos. O clube conquistou um acesso à Série A em 2024 e foi vice-campeão da Copa do Nordeste em 2022 e 2023, mas sofreu dois rebaixamentos à Série B (2021 e 2025) e teve uma rotatividade de dez treinadores em seu ciclo. Fora das quatro linhas, Romão deixou um complexo cenário de obras estruturais ambiciosas – como o projeto de retrofit de R$ 170 milhões para a Ilha do Retiro e um novo Centro de Treinamento – e uma recuperação judicial homologada, mas também uma situação financeira delicada, com atrasos salariais e até o corte de luz na sede em novembro.
Gestão deixa herança de projetos milionários e crise financeira
A gestão de Romão investiu fortemente em infraestrutura. Além da reforma do gramado e arquibancadas da Ilha do Retiro, foi aprovado um projeto de retrofit orçado em R$ 170 milhões para modernizar o estádio e apresentado um novo CT, com custo estimado em R$ 22 milhões. Paralelamente, o clube conduziu com sucesso um Plano de Recuperação Judicial, homologado em outubro de 2025, que renegociou uma dívida global de cerca de R$ 113 milhões com um deságio de aproximadamente 80%.
No entanto, a crise financeira se aprofundou em 2025. Apesar de uma receita recorde em 2024, impulsionada pela venda de Pedro Lima por cerca de R$ 59 milhões, o clube registrou déficit, atrasou salários e viu o fornecimento de energia da Ilha do Retiro ser cortado por inadimplência. A gestão também foi marcada por polêmicas, como a cessão da operação do jogo contra o Flamengo e declarações sobre a capacidade do estádio, que desgastaram sua relação com a torcida.
O orçamento para 2026 projeta uma queda de cerca de 70% nas receitas devido ao rebaixamento. A saída de Romão deixa o Sport em um momento de transição crítica, onde o próximo presidente herdará tanto os projetos de modernização quanto o desafio de equilibrar as contas e reconquistar a credibilidade dentro e fora de campo.