Apagão se arrasta: 1,3 milhão seguem sem luz na Grande SP após ventania
Enel prevê normalização apenas no sábado; falta de luz causa transtornos em aeroportos e afeta abastecimento de água
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Mais de 1,3 milhão de imóveis da Enel permaneciam sem energia na Grande São Paulo até as 19h desta quinta-feira (11), dois dias após o avanço dos ventos fortes provocados por um ciclone extratropical que atingiu o Sudeste.
Apesar das promessas de reforço nas equipes, o número de clientes no escuro se manteve o mesmo registrado no início da tarde. Apenas na capital paulista são cerca de 904 mil imóveis afetados. Segundo relatos de moradores de bairros como Moema, a previsão repassada pela concessionária é de que o fornecimento só seja totalmente restabelecido no sábado (13).
Em uma página criada para monitorar a situação, a Enel diz que cerca de 300 mil ocorrências foram registradas apenas hoje, devido à continuidade das rajadas de vento. A empresa afirma que suas equipes seguem mobilizadas e que parte dos casos envolve danos complexos, que exigem mais tempo de reparo.
O apagão também derrubou o sinal de internet em diferentes pontos da cidade e se intensificou na quarta-feira (10), após o ciclone que se formou entre Sul do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai — fenômeno que já havia provocado ventos de 140 km/h em cidades como Avaré na terça (9).
Previsão
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura prevê ventos menos intensos ao longo da noite. O céu deve seguir nublado, sem chuva, com sensação de calor. A mínima pode chegar a 19 °C, e a umidade do ar deve subir. Dezembro acumula até agora 70,7 mm de chuva, 38,4% do esperado para o mês.
Transtornos
Os ventos fortes afetaram os dois principais aeroportos da capital. A Aena, responsável por Congonhas, registrou 66 chegadas e 51 partidas canceladas. Em Guarulhos, a GRU confirmou 72 cancelamentos e 28 voos alternados para outros aeroportos.
A falta de energia também prejudica o abastecimento de água. A Sabesp informou que o apagão impede o funcionamento de bombas e reservatórios, afetando inclusive bairros próximos às regiões listadas como atingidas. A retomada é gradual, já que as tubulações precisam ser novamente preenchidas e a demanda cresce após longos períodos sem fornecimento.