31 de julho de 2025
Investigação

Mandado de prisão é pedido contra ex que invadiu casa e matou mulher diante dos filhos em Coruripe

Maria Graciele foi assassinada a tiros enquanto dormia; suspeito, de quem ela fugia após ameaças, continua foragido.

Por Redação
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José Gomes da Silva Filho, ex-companheiro de Maria Graciele dos Santos, assassinada a tiros enquanto dormia ao lado dos filhos - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Alagoas pediu a prisão preventiva de José Gomes da Silva Filho, ex-companheiro de Maria Graciele dos Santos, assassinada a tiros enquanto dormia ao lado dos filhos na madrugada de terça-feira (9), no povoado Pindorama, em Coruripe. A informação foi confirmada pelo delegado Maurício Cruz, responsável pela investigação.

Crime ocorreu após perseguição e ameaças

O feminicídio ocorreu por volta das 3h. Imagens de câmeras de segurança registraram o suspeito descendo de um carro estacionado próximo à residência, entrando no imóvel e efetuando os disparos. Em seguida, ele retorna ao veículo e foge no banco do passageiro. Maria foi atingida por dois tiros e morreu no local. As crianças que dormiam ao lado dela não ficaram feridas.

A vítima havia chegado a Alagoas cerca de 20 dias antes, após fugir de Caruaru (PE) para escapar de constantes ameaças do ex-companheiro. Segundo familiares, Maria já relatava medo e chegou a dizer que, se algo acontecesse, que cuidassem de seus filhos.

Uma parente afirmou que o suspeito chegou a passar dias dentro de um carro, vigiando a casa onde Maria estava hospedada. “Ela tinha muito medo. Ele era obcecado, ficava procurando saber onde ela estava”, relatou.

Apesar das ameaças, Maria não registrou boletim de ocorrência por medo.

Suspeito segue foragido

Desde o crime, a polícia realiza buscas na região e conta com apoio de forças policiais de Pernambuco, mas, até o momento, o suspeito não foi localizado. Com o pedido de prisão preventiva formalizado, a expectativa é de que o cerco seja reforçado.

Quem era Maria Graciele

Segundo a irmã, Ciele, que estava na casa no momento do crime, Maria era uma mulher alegre, sorridente e dedicada aos três filhos. Ela também tinha planos de reconstruir a vida em Alagoas e abrir uma loja na região central de Pindorama.

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