31 de julho de 2025
crime aconteceu em 2015

Justiça condena três homens a até 101 anos de prisão por chacina que matou conselheiros tutelares no interior de Pernambuco

O julgamento, iniciado na quarta-feira (10), foi concluído na madrugada desta quinta (11). Egon e Ednaldo foram condenados pelos quatro homicídios qualificados

Por Redação
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Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ/PE) - Foto: Assessoria

A Justiça de Pernambuco condenou três homens pelos assassinatos de três conselheiros tutelares e uma idosa em 2015, em Poção, no Agreste do estado. O crime, conhecido como “Chacina de Poção”, ocorreu durante uma disputa pela guarda de uma criança. Dois dos réus, Egon Augusto Nunes de Oliveira e Ednaldo Afonso da Silva, foram sentenciados a 101 anos e quatro meses de prisão cada. O terceiro, Orivaldo Godê de Oliveira, recebeu pena de 12 anos e seis meses.

O julgamento, iniciado na quarta-feira (10), foi concluído na madrugada desta quinta (11). Egon e Ednaldo foram condenados pelos quatro homicídios qualificados, caracterizados por motivo torpe, emboscada e promessa de recompensa. Orivaldo foi considerado culpado apenas pelo assassinato do conselheiro Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, sendo absolvido dos demais.

A chacina aconteceu em fevereiro de 2015, quando os conselheiros tutelares José Daniel Farias Monteiro, Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos e Carmem Lúcia da Silva, além da avó materna da criança, Ana Rita Venâncio, foram assassinados. A neta da idosa, Ana Cláudia Venâncio de Britto Siqueira, então com três anos, foi a única sobrevivente.

Em fevereiro deste ano, outro acusado, Wellington Silvestre dos Santos, já havia sido condenado a 74 anos e oito meses de prisão pelos mesmos quatro homicídios. As condenações encerram um longo capítulo de impunidade em um dos crimes mais chocantes da história recente de Pernambuco.