31 de julho de 2025
Política

Glauber Braga é retirado à força da mesa diretora da Câmara

Deputado do PSOL foi retirado à força da mesa diretora da Câmara enquanto se discutia pedido de cassação aprovado pelo Comitê de Ética

Por Redação
Publicado em
O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) foi retirado à força da Mesa da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9/12). - Foto: Reprodução / Redes sociais

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da mesa diretora da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (9), após se recusar a deixar o local. Policiais legislativos esvaziaram o plenário, e a transmissão da TV Câmara foi cortada. A ação ocorreu enquanto os parlamentares realizavam o Pequeno Expediente, fase da sessão em que são feitos pronunciamentos de até cinco minutos.

O episódio está relacionado a um pedido de cassação do mandato de Braga, aprovado pelo Comitê de Ética da Câmara em abril deste ano. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou a análise do caso para esta quarta-feira (10). Braga recorreu à Comissão de Constituição e Justiça, mas o recurso foi negado.

A denúncia, apresentada pelo Partido Novo em abril de 2024, relata que Glauber Braga se envolveu em embates físicos dentro da Câmara com o membro do MBL Gabriel Costenaro e o deputado Kim Kataguiri (União-SP). Segundo vídeos e depoimentos colhidos pelo Conselho de Ética, Braga empurrou e chutou Costenaro em uma tentativa de expulsá-lo das dependências da Casa.

O deputado afirmou que a reação se deu em resposta a provocações sistemáticas do militante e de aliados do MBL, incluindo ofensas à memória de sua mãe, falecida poucas semanas depois do episódio. A confusão se estendeu para fora da Câmara e precisou ser contida por policiais legislativos, que levaram Braga e Costenaro ao Departamento de Polícia Legislativa (Depol).

No Depol, Braga também se envolveu em discussão com Kim Kataguiri, que acompanhava Costenaro. Apesar de o deputado paulista negar agressão, o relator do processo, Paulo Magalhães, concluiu que houve violência física, confirmada por imagens do sistema de monitoramento da Câmara. O parecer aponta que, mesmo com tentativas de impedir as agressões, Braga reagiu de forma desproporcional.

O relator afirma que as condutas violam o Código de Ética da Câmara, caracterizando quebra de decoro parlamentar, e recomendou a cassação do mandato. Aliados de Braga contestam, argumentando que o parecer mistura representações antigas já descartadas e dá destaque a episódios que não estão diretamente ligados à denúncia central.

O caso será analisado pelo plenário da Câmara nesta quarta-feira, quando os deputados decidirão se aprovam ou não a cassação de Glauber Braga.